Aos 40 anos recebi uma indicação médica para procurar uma atividade para desestressar. Acabei enveredando na prática do Kung Fu, pois desde os meus 6 ou 7 anos de idade, era o filme de ação que mais assistia. Fã de carteirinha das sessões noturnas de filmes de Kung Fu do antigo Poltrona “R”, que passava na TV Record na década de 80. Imperdível (só para os fortes)!
Por vezes me peguei refletindo se não iniciei a prática do Kung Fu um pouco tarde. Uma idade relativamente avançada e um biotipo fora da curva (uma altura de 1,83 metros) para um praticante de artes marciais, fica difícil atingir a potência e a velocidade que as técnicas exigem. A flexibilidade e o alongamento necessários para realizar o movimento correto da arte muitas vezes falhavam, e ainda falham. Não foram poucas as vezes que reavaliei se não seria melhor procurar outra prática esportiva para tentar atingir um desempenho mais satisfatório.
O Kung Fu é uma arte milenar com origem na China que contribui para manter em equilíbrio a saúde física e mental para superar os obstáculos de uma vida que não gira, capota. Hoje, após 10 anos de prática contínua do Kung Fu Garra de Águia, posso dizer que a decisão de continuar foi a mais acertada. Ao longo dos anos, com apoio dos colegas e do Mestre, fui incorporando o real significado da palavra Kung Fu: trabalho árduo, tempo de dedicação, habilidade, comprometimento, superação, foco e concentração, ganhos estes, que me ajudaram muito na minha vida pessoal e profissional.
A decisão de frequentar regularmente às aulas, absorvendo e praticando os conhecimentos da arte marcial chinesa Kung Fu, pesquisando sobre a sua filosofia, participando de pequenos eventos de apresentação marcial, diversos exames de faixa, praticando Tai Chi Chuan, conhecendo outros estilos de Kung Fu, e atualmente no 1°Duen, me garante um condicionamento físico e mental superior de quando iniciei, e um cabeça branca, entenda cinquentão, feliz. Posso afirmar sem medo de errar que isso é praticar Kung fu na sua essência!
Muitas vezes idealizamos e buscamos um mundo ideal, perfeito e que felizmente não existe. Como o próprio Lao Tse escreveu no Tao De Ching “não existe um único caminho, o que existe é caminhar.” É isso que venho procurando fazer algo longo dos anos, caminhar! E neste caminhar, devemos procurar conviver em harmonia com as pessoas e a natureza, tentando fazer sempre o nosso melhor. O Kung Fu em última instância, nos ajuda também a desenvolver a espiritualidade e compreender o universo com mais sabedoria, independente do caminho que decidamos seguir. Portanto “Caminhe, não pare!”.
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